Príncipes e princesas
Estou postando uma resenha sobre o filme; “Príncipes e princesas”, que apesar de ter histórias já manjadas sua técnica é bastante interessante.

O filme Príncipes e princesas (1999) é um notável agrupamento de seis contos de diferentes épocas, mas com uma linguagem desenhada deslumbrantemente moderna. O filme encanta a todos por apresentar uma forma diferente do habitual, onde apresenta seus personagens em forma de silhuetas, como no teatro de sombras. O diretor do filme, Michel Ocelot, é um mestre da pintura cinematográfica: tem mão fácil para transpor as linhas até o limite num delírio poético-visual que arrebata o olhar. Premiado pelo seu filme Kiriku e a princesa (1998), Ocelot é, juntamente com o japonês Hayao Myasaki (A viagem de Chihiro; 2001; O castelo animado, 2004), um dos mais prestigiados diretores de animação do mundo.
O filme retrata uma espécie de teatro futurista, no qual dois jovens e um senhor usam sua criatividade para contar histórias onde eles são das mesmas. Utilizando-se de engenhocas são capazes de pesquisar a cultura que vai ser encenada, recriar a roupa e acessórios utilizados da época. Recriam também os cenários da mesma época que vão desde o Egito Antigo, ao Ano 3000.
Cada conto começa como uma brincadeira de faz de conta, na qual os atores vão imaginando o início da história e se vestindo como os personagens. Criando uma empatia com quem assiste, principalmente o infantil. Nos contos são mostrados valores essenciais para a relação social no cotidiano, como a retribuição das formigas ao príncipe após ter salvado a vida delas. Estes valores são passados em todos os contos que possuem uma lição de moral aos seus términos.
Príncipes e princesas é uma recaptura das antigas histórias da literatura de feitiçaria e folclore e exercita sobre toda a ingenuidade da imaginação o refinamento de idéias sem nunca perder a perspectiva narrativa, mais do que simplesmente entretenimento o filme tem papel de educador.

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